Golpes na Black Friday 2026: como reconhecer e agir
Guia contra golpes na Black Friday 2026 (27/11): site falso, link no WhatsApp, perfil clonado, Pix, boleto e taxa de entrega, com o que fazer em cada caso.
Um tênis, uma TV ou um celular com desconto enorme, o anúncio diz "só hoje" e o botão de comprar está a um toque. O CERT.br lembra que golpistas tentam manipular as emoções. Na nossa leitura, a urgência de uma oferta ajuda nisso. Este guia reúne 8 golpes, com base no CERT.br, que podem aparecer na Black Friday 2026 (27 de novembro), com o que fazer em cada um, para quem compra e para quem vende.
As orientações vêm de dois fascículos da Cartilha de Segurança do CERT.br, de março de 2026 e de maio de 2026, e de uma nota do Banco Central de 3 de setembro de 2026 sobre o Pix. As situações são ilustrativas, não são casos reais nem clientes da RDR. O texto é orientação geral, não aconselhamento jurídico.
Golpes que chegam por link, mensagem e anúncio
1. Site falso que imita loja conhecida. A página parece de uma loja grande. Você paga, o site some e o produto não chega.
- Sinais: preço muito abaixo do normal e endereço (URL) diferente do verdadeiro. Digite o endereço direto no navegador e, se usar a busca, confira a URL. Veja a reputação da loja em redes sociais e sites de reclamações.
- O que fazer: não pague. Prefira lojas que você conhece. Se já pagou por Pix, vá à seção "Caiu num golpe?".
2. Link de promoção no WhatsApp ou SMS. Chega um "cupom liberado da Black Friday" com link, às vezes de um número conhecido.
- Sinais: link recebido por mensagem. Segundo o CERT.br, ele pode levar a phishing ou malware, e até mensagens de conhecidos merecem desconfiança, pois a conta deles pode ter sido invadida.
- O que fazer: não abra. Digite o endereço do site. Se já colocou senha numa página suspeita, troque-a e ative a verificação em duas etapas.
3. Anúncio patrocinado falso. Um anúncio com produto de marca por preço improvável leva a um site desconhecido.
- Sinais: oferta boa demais e loja sem reputação. Compare preços e pesquise a loja.
- O que fazer: não compre pelo anúncio e denuncie-o na plataforma. O CERT.br explica que isso ajuda a tirar do ar anúncios e perfis falsos.
4. Phishing com "pedido aprovado". Uma mensagem diz que seu pedido foi aprovado, com link para ver detalhes de uma compra de que você não lembra.
- Sinais: phishing é a fraude que busca dados pessoais e financeiros combinando engenharia social e recursos técnicos. Pergunte-se: eu fiz esse pedido? Na dúvida, não acesse.
- O que fazer: confirme no site ou app oficial da loja. Não passe senhas nem códigos de verificação. Bloqueie e denuncie a mensagem.
Golpes de perfil falso e de pagamento
5. Perfil falso ou clonado da loja. Surge um perfil igual ao da loja que você segue, ou um WhatsApp com a foto dela se dizendo o "novo atendimento".
- Sinais: procure o nome do perfil na página oficial da empresa e veja a data de criação, as publicações antigas e os seguidores. Foto conhecida com número diferente é motivo para desconfiar.
- O que fazer: não responda nem pague. Denuncie e bloqueie.
6. Pix para conta de terceiro. No meio da conversa, o "vendedor" manda uma chave Pix ou QR Code e pede o pagamento na hora.
- Sinais: antes de confirmar, confira os dados de quem vai receber, como nome e CNPJ. Se não forem os da loja, algo está errado. O CERT.br manda ignorar QR Codes recebidos por mensagem, porque golpistas enviam cobranças falsas assim.
- O que fazer: não confirme. Peça a chave pelo site ou canal oficial da loja e confira o valor.
7. Boleto falso. Chega um boleto "da loja" por mensagem ou e-mail para pagar ou "regularizar" a compra.
- Sinais: boletos falsos usam o nome de empresas conhecidas, e o dinheiro vai para a conta do golpista. Confira o valor e se nome e CNPJ de quem recebe são do fornecedor.
- O que fazer: prefira boleto eletrônico registrado. Na dúvida, fale com a loja pelos canais oficiais.
8. Taxa de entrega cobrada por outro canal. Depois da compra, uma mensagem diz que a entrega está parada e só sai com uma taxa, paga por outro canal.
- Sinais: taxa extra pedida fora do canal da compra. O CERT.br alerta que, além de pagar a mais, o cartão pode ser clonado.
- O que fazer: não pague pelo outro canal. Contate a loja por canais oficiais. Ao pagar qualquer valor, confira-o antes de autorizar e depois veja quanto foi cobrado.
Para quem tem loja: evite que usem o seu nome
Se você vende, o golpista pode usar a sua marca, e o cliente enganado vai procurar você. Estas sugestões são nossas, baseadas no que o CERT.br ensina o consumidor a conferir:
- Um endereço oficial único. O consumidor é orientado a buscar o perfil na página oficial da empresa. Mantenha ali, atualizados, o site, os perfis e o WhatsApp, e repita o link na bio.
- Avise antes da Black Friday. Um post fixado e uma mensagem automática com os canais oficiais e o aviso de que a loja não cobra taxa fora do site (se for a sua regra). É uma tarefa que dá para automatizar: veja 5 tarefas para automatizar na sua empresa.
- Pagamento fácil de conferir. Se possível, receba em conta com o nome da empresa e emita boleto eletrônico registrado, para o nome e o CNPJ que o cliente vê baterem com os da loja.
- Perfis cuidados. Perfis antigos e ativos são mais fáceis de reconhecer. Se a plataforma oferecer verificação da conta, vale pedir. Ative a verificação em duas etapas e nunca passe senhas ou códigos.
- Perfil falso em seu nome? Denuncie, guarde prints e links e avise os clientes para conferirem antes de acreditar.
Se avalia atendimento por IA no WhatsApp, leia sobre o vendedor de IA do PicPay. Qualquer que seja a ferramenta, o cliente precisa saber qual é o canal oficial.
Caiu num golpe? Os primeiros passos
Segundo o CERT.br, agir rápido faz toda a diferença. Uma ordem possível:
- Corte o contato. Não envie mais dinheiro nem dados e bloqueie o perfil ou o número.
- Guarde as evidências: links, mensagens, perfis, telefones, prints e comprovantes.
- Pagou por Pix? Conteste pelo app do banco para acionar o MED (Mecanismo Especial de Devolução). Quanto antes, maior a chance de recuperar o valor. Segundo o Banco Central, o pedido vale em até 80 dias contados da transação, e o banco informa em até 11 dias se a contestação foi considerada procedente. A devolução depende de haver recursos na conta de quem recebeu e do aceite da instituição dele.
- Passou dados do cartão? Fale com o banco ou o emissor, conteste as compras que não reconhece e bloqueie o cartão.
- Informou senhas? Troque-as e ative a verificação em duas etapas.
- Faça um boletim de ocorrência, que, segundo o CERT.br, na maioria dos casos pode ser feito online, com as evidências anexadas.
- Denuncie na rede social e, se precisar de ajuda, considere reclamação no Banco Central, o Procon do seu estado ou um advogado, como cita o CERT.br.
O Banco Central explica que desacordo comercial sem fraude, como atraso na entrega ou item diferente do esperado, não é elegível ao MED. Nesses casos o caminho é outro: por exemplo, a própria loja ou o Procon (orientação nossa). Isto é orientação geral, não aconselhamento jurídico.
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E a sua loja? Seus clientes sabem quais são os canais oficiais? Se quiser conversar sobre como deixar isso claro no seu atendimento antes da Black Friday, conta pra gente pelo WhatsApp (48) 98838-9012.
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